29/10/07

O Sobrinho do Dr. Cardoso - 3º vómito


Após o descanso de Domingo, voltemos a analisar as peripécias de Cardoso Jardim.
Tragam o Cajado!
Situemo-nos em 1972 e naquilo que a sua pena torta de pavão, riscava na "Voz da Madeira", referindo-se aos pseudo ventos de mudança da tomada de posse de Marcelo Caetano:
"A nação bebia com entusiasmo as palavras arejadas e cheias de fé nos novos rumos necessários que o recém-empossado Chefe do Governo proferia"
Cardoso Jardim sempre se entusiasmou com quem "bebia" e até deve achar graça aos índices de alcoolismo que elevam o "seu povo" para níveis...superiores.
Também comentava, subserviente e apostando no seu futuro, o programa televisivo do regime marcelista:
"A última - Conversa em família - do Chefe do Governo provocou certamente reencontro de cidadãos(...); referiu "a inoportunidade das decisões no que toca às questões fundamentais que afectam a sobrevivência dos valores pátrios"
E acrescentou, cada vez mais de joelhos: -"A serenidade da lucidez(...), até porque, com o Presidente do Conselho, acreditamos que nós venceremos."
Mesmo sem ele, mas com os seus valores, tem sido o que se sabe!
Já de gatas, naquilo que o Garajau chamou "O Lambebotismo jardinista a Marcelo Caetano", ainda consegue realçar a nação fascista:
"Somos, num mundo conturbado, uma barreira em defesa do Homem (...) O Presidente do Conselho desempenhou impertubavelmente a missão que o povo o incumbira. Esse mesmo povo que o aclamou em delirantes boas-vindas. Perfeito Sr. Presidente!"
Este "Perfeito Sr. Presidente", está praticamente ilegível, por ter sido escrito já debaixo da cama...
Mas o Cajado tira-o debaixo da cama, para lhe lembrar, doutorado como é nestas coisas de fachistas, que sabia do que falava quando, já no período em que arrastava o manto de tiranete, apelidou de "pequeno Salazar", o filho do empreiteiro do regime jardinista.
O que um empreiteiro tem de aguentar, se quer fazer pela vida...

Sem comentários:

Contador

A revolta da chibata (ver primeiro post sobre o tema)

Loading...

O poder da mente

O poder da mente
Nós os iluminados

Arquivo do blogue

A vitória do Ponto e Vírgula

Ressuscitemos a célebre exclamação - "Isso agora, ponto e vírgula".
Esta frase de cariz popular, representava uma forma simbólica de dizer que levantava muitas objecções e exigia explicações a algo que lhe merecia desconfiança.
Regresse o "ponto e vírgula" como forma de dizer BASTA!

Apareçam sempre por aqui!

Na dita Madeira profunda

Na dita Madeira profunda
Bela homenagem (Março 2004)