14/01/15

THE END!

(clique na 1ª estrofe)
La vida no vale nada 
si no es para perecer 
porque otros puedan tener 
lo que uno disfruta y ama.

La vida no vale nada
si yo me quedo sentado
después que he visto y soñado
que en todas partes me llaman.

La vida no vale nada
cuando otros se están matando
y yo sigo aquí cantando
cual si no pasara nada.

La vida no vale nada
si escucho un grito mortal
y no es capaz de tocar
mi corazón que se apaga.

La vida no vale nada
si ignoro que el asesino
cogió por otro camino
y prepara otra celada.

La vida no vale nada
si se sorprende a mi hermano
cuando supe de antemano
lo que se le preparaba.

La vida no vale nada
si cuatro caen por minuto
y al final por el abuso
se decide la jornada.

La vida no vale nada
si tengo que posponer
otro minuto de ser
y morirme en una cama.

La vida no vale nada
si, en fin, lo que me rodea
no puedo cambiar cual fuera
lo que tengo y que me ampara.

Y por eso, para mí,
la vida no vale nada.
La vida no vale nada
si no es para perecer
porque otros puedan tener
lo que uno disfruta y ama.

La vida no vale nada
si yo me quedo sentado
después que he visto y soñado
que en todas partes me llaman.

La vida no vale nada
cuando otros se están matando
y yo sigo aquí cantando
cual si no pasara nada.

La vida no vale nada
si escucho un grito mortal
y no es capaz de tocar
mi corazón que se apaga.

La vida no vale nada
si ignoro que el asesino
cogió por otro camino
y prepara otra celada.

La vida no vale nada
si se sorprende a mi hermano
cuando supe de antemano
lo que se le preparaba.

La vida no vale nada
si cuatro caen por minuto
y al final por el abuso
se decide la jornada.

La vida no vale nada
si tengo que posponer
otro minuto de ser
y morirme en una cama.

La vida no vale nada
si, en fin, lo que me rodea
no puedo cambiar cual fuera
lo que tengo y que me ampara.

Y por eso, para mí,
la vida no vale nada.

FÚRIA DO CAJADO

13/01/15

Da Matrioshka saiu um Albuquerque

A longa guerra de delfins chegou ao fim na Madeira.
O mais esperto, Albuquerque, ex-presidente da CM do Funchal, optou, em tempo oportuno, por enfrentar Jardim e assim tentar fazer esquecer os anos que o serviu cordeiramente, como diria Mia Couto.
Na mesma linha daquele escriba, durante o reinado de Jardim foram muitos os que emputeceram para que o chefe se servisse deles a seu belo prazer.
Não foi por acaso que Jardim o meteu no saco dos "traidores" ameaçando-o de expulsão.

Albuquerque, trajando imaculadas vestes, vai lavando o passado.
Aqui estamos para o contrariar e ajudar a desenhar o perfil deste senhor.

1º CENÁRIO
Decorre na baía do Funchal o Campeonato do Mundo de Triatlo. Albuquerque, ocupa a sua cadeira de edil na Câmara do Funchal.
A poeira do 11 de Setembro ainda está no ar. Os serviços de segurança classificam a prova no grau C de ameaça, uma vez que "participam países cujos interesses são alvo de terrorismo de inspiração islâmica".
É delimitado um perímetro onde só entram participantes e organizadores.
A meio da prova surge uma embarcação sem registo e sem identificação!
A Polícia Marítima intercepta-a e além de reconhecido o seu manobrador, este dá a informação que pertence à C.M do Funchal. Sem mais interrupções é mandado seguir com a recomendação de, no dia seguinte, legalizarem a situação na Capitania. Tão só!

Salvaguardando más interpretações envio um fax para Albuquerque explicando o sucedido.
Mais ainda, na distribuição de prémios informo-o do sucedido.
Resposta de Albuquerque: - Sr Comandante, não se preocupe, não tem qualquer importância.
Muito provavelmente, a essa hora já tinha dado entrevista no jornal, a publicar no dia seguinte e cavalgando a mesma onda de contestação ao Capitão do Porto.
Que verticalidade!




CENÁRIO 2

Albuquerque, cumprindo ordens de ostracização do Capitão do Porto, manda um colaborador à Capitania para, de forma ostensiva, retirar o convite que lhe tinha sido dirigido para as Cerimónias do Aniversário do Concelho.
Levou uma resposta à altura:
- Diga ao Sr Presidente que o convite não pode ser devolvido porque já o tinha rasgado!


O quinzenário Garajau reproduz num simples cartoon a personalidade dos intervenientes.



12/01/15

Que descanse politicamente em paz!

O penúltimo "post" do Fúria do Cajado é dedicado a Jardim.
Na encruzilhada de três acontecimentos, pareceu-nos adequado encerrar, desta forma,o folhetim Jardim:
1º - Passados 10 anos sobre episódios que me envolveram na R.A. da Madeira, a sua revelação não afecta terceiros nem coloca em causa valores de parcimónia que são peculiares da causa militar.
2º - Coincide com o encerramento deste blogue
3º - É oportuno, porque acrescenta alguma coisa à personalidade pública de Jardim, na hora da sua despedida sem brilho.

JARDIM COM COMPORTAMENTOS ÉTICOS VERGONHOSOS

Corriam tempos de ataque despudorado ao Comandante da Marinha na Madeira, com atitudes e declarações que mereciam uma atitude corajosa de condenação por parte dos mais elevados representantes do Estado, mas que nunca surgiram aberta e frontalmente.





Face à situação e ao combate isolado que enfrentava, peço uma audiência a Jardim e dou-lhe conhecimento das razões infundadas para ser afrontado daquela maneira.
O dito cujo pede-me um apontamento "informal" das questões abordadas, para "enviar para os serviços" e apresenta-se aos jornalistas dizendo que "a falar é que as pessoas se entendem".
Tudo parecia correr bem!
É-lhe entregue o apontamento. Traiçoeiramente, envia cópias para o Ministro da Defesa, Chefe do E.M.A. e Ministro da República, acusando-me de enviar ofícios para o Presidente do G.R., desrespeitando os canais formais obrigatórios.
Uma vergonha.
Teve azar e o tiro acertou no próprio pé. Cautelosamente, o documento tinha sido elaborado em colaboração com aquelas entidades, que estavam ao corrente e apoiavam o procedimento adoptado! A traição não resultou!



JARDIM MENTE DESPUDORADAMENTE

Terminada a comissão de serviço e já na Reserva, escrevo-lhe uma Carta Aberta.
Jardim tem a desfaçatez de dizer aos jornais que não recebeu a minha carta, habituado a fazer acusações a militares que, pelo seu Estatuto, não podiam defender-se.


A prova existe, graças ao registo comprovativo.
Jardim mentiu, mas desta vez o militar pode desmascará-lo.
Mesmo que 10 anos passados!







Não existem objectivos de desenterrar factos passados. Contudo, é sempre oportuno revelar aos madeirenses o tipo de pessoa em que muitos confiaram. Uns cegamente, outros por oportunismo.
Nesse sentido, presenteio-vos com a última missiva, na qual pedia a Jardim para não me incomodar com as suas frustrações.
Coerente com o seu passado de escriba do marcelismo, coloca um despacho a vermelho, insinuando uma triste ofensa como forma de resposta.


QUE DESCANSE POLITICAMENTE EM PAZ!




07/01/15

7 anos à procura do bandido

Foi dos primeiros artigos publicados no Fúria do Cajado. Há mais de 7 anos!
7 anos!
Este é um caso que espelha bem o tipo de sociedade em que vivemos.

Em pleno reinado de Sócrates, o Ministério Público considerava que existiam fortes suspeitas e elevada plausibilidade do CDS de Paulo Portas ter-se abarbatado com 1  milhão de euros, de origem submarina.
Agora, em reinado partilhado de Paulo Portas, o Ministério Público perdeu todas as fortes suspeitas e manda arquivar o processo, numa teatral decisão protagonizada pela terceira equipa de procuradores, depois da primeira equipa ter pedido para ser afastada do processo e da segunda ter pedido para sair do DCIAP.
A Justiça funciona em Portugal, tem é uns desvios por atalhos mal iluminados, onde é assaltada e violada, mas sai de lá com uma cara rosada e larocas. 


Recta final

O Fúria do Cajado não merece definhar.
Deve morrer de pé, a distribuir cajadadas.

Criado em 2007, publicou 2123 mensagens. A missão não está cumprida, muda apenas de cenário. Trata-se, afinal, de uma adaptação a outras formas de chegar a quem quer discutir ideias connosco.
O Fúria do Cajado foi um instrumento, mas, enquanto houver corrupção e exploração, a musica será a mesma, muda apenas de instrumento.

Para um encerramento condigno, dedicaremos três pérolas finais a protagonistas habituais deste blogue (Paulo Portas e Jardim) e a um novo-velho protagonista da politica madeirense (Albuquerque).

Aguardem, já foram buscar os condenados!


15/10/14

Impunidades

As regras deste aldeamento estipulam que apenas são permitidos os cortes dos pinheiros necessários para a construção da moradia.
Contudo, proliferam cortes, mesmo sem estar prevista construção.
Pior ainda, alguns moradores insatisfeitos por cortar os próprios pinheiros, vão também mandar cortar as árvores dos vizinhos.
Há entidades fiscalizadoras? Há.
Actuam? Não.
Então para que servem? Para haver entidades fiscalizadoras 

ANTES
(Av Reserva Natural do Estuario do Tejo, 66, Verdizela) 


DEPOIS


ANTES
(Av Reserva Natural do Estuario do Tejo, 70, Verdizela)


DEPOIS


No mesmo dia, os pinheiros que circundam a moradia localizada no nº 68 foram cortados.

05/07/14

O que esconde uma bandeira?

Durante anos a Fortaleza do Pico, na Madeira, defendeu os madeirenses dos piratas que frequentemente assaltavam a ilha.
Nos anos mais recentes, a Fortaleza, embora sem as peças de artilharia que a adornavam, constituiu um símbolo de resistência a outras piratarias. Estas bem mais difíceis de combater, porque estes artistas da piratagem dormiam na mesma terra ... e até eram donos dela.
Foram várias as tentativas de assalto, por parte do chefe do Governo Regional, mas sempre repelidas por falta de acordo entre sitiantes e sitiados.
Esteve prevista a entrega ao Grupo Pestana. Dionísio Pestana tinha mesmo desenhado um elevador panorâmico para este futuro hotel de charme. O intermediário, o Secretário dos Assuntos Culturais foi a pessoa indigitada pelo chefe. Curiosa a entrega de um negócio de hotelaria aos assuntos culturais!

Em todo o país, as fortalezas sempre estiveram entregues aos militares.
Um ou outro abuso arquitectónico não retiram aos militares o mérito de terem impedido que se tornassem um monte de pedregulhos.
Contudo, foi com toda a seriedade que esses edifícios históricos tiveram outros destinos - museus, pousadas, etc. - sempre que o interesse do Estado tenha sido salvaguardado, tanto no aspecto económico como na faceta cultural.

É neste enquadramento que tomámos conhecimento que a Fortaleza do Pico foi entregue ao Governo Regional (GR), com direito a "papel passado" e com algum beberete festivo.
Parece-nos correcto, desde que ...
O "desde que" é que nos preocupa, porque nestes acordos de cavalheiros (mesmo com "papel passado") as coisas nem sempre são transparentes.
Os interesses do GR e da República deveriam ser coincidentes. Afinal, trabalhamos todos para o bem desta comunidade, chamada portugueses, mesmo que uns sejam madeirenses e outros ribatejanos, transmontanos, etc. Mas não são, por causa dos seus intérpretes. A visão provinciana está sempre presente. Pior ainda quando outros interesses obscuros se sobrepõem aos outros.

O referido chefe do GR já deu uma triste imagem do seu aparente objectivo - "poder pôr a bandeira azul e amarela lá em cima". Reparem no complexo e no alívio transmitidos neste "lá em cima".
Ficará satisfeito com esse gesto libertador? Como ele referiu em tempos numa entrevista "não sou uma besta".
Qual o destino, portanto, a dar à conquista realizada?
Confirma o velho destino "cultural" denominado Pestana?
Dá-lhe o mesmo destino que outros edifícios históricos conquistados? Uma monumental discoteca também podia encher os cofres de alguns amigos, desde que seja içada a bandeira, bem entendido!

Afinal, tudo parece claro no Diário da República.
Uma embarcação será entregue à Marinha, mesmo que já esteja em uso pelos cadetes da Escola Naval.
Cede-se o direito de uso das instalações do «Edifício Funchal 2000», mesmo que não saibamos os termos deste direito de uso. Desejamos que não fique sujeito a eventual retorno segundo critério abusivo do chefe!

Tudo isto ficaria livre de especulações e de obscurantismos, se tivesse sido devidamente divulgado o protocolo que as partes subscreveram.
Mas isso é pedir demais, quando tantos interesses obscuros são escondidos atrás de uma bandeira!

06/03/14

O Cartaz da Associação 25 de Abril, comemorativo dos 40 anos do 25 de Abril é da autoria de Júlio Pomar e Henrique Cayate


Estes querem votar por nós!

É conhecido o poder da informação e da sua capacidade
 para orientar o pensamento das pessoas, incluindo o seu 
sentido de voto.

O Grupo Controlinveste está presente, diariamente, na vida
 de milhões de portugueses.
São sete jornais, sete revistas encartadas nos jornais e duas
 de venda em banca, para além de uma série de outros 
suplementos, com os mais variados temas.
Uma estação de rádio, seis canais de televisão por cabo e
 empresas a actuar na multimedia, são partes integrantes
 deste grande grupo de comunicação social.

Segundo comunicado da própria Controlinveste, o Grupo 
pretende alcançar e reforçar uma posição de liderança nos
 segmentos onde está presente e perspectiva prosseguir
 novos objectivos.

E isto fica na mão de quem?

António Mosquito (Testa-de-ferro da filha de Eduardo dos
 Santos)
Luis Montez (Genro de Cavaco Silva)
Joaquim Oliveira
BCP (Nuno Amado, Presidente da Comissão Executiva, ex-
ministro do PS que pretende uma santa aliança com
 PSD/CDS)
BES (Da família Espírito Santo)

17/02/14

Ainda não!

Cafôfo alertou, Jardim imediatamente prometeu resolver


    (foto do DN Madeira)

A foto dá uma ideia de Cardoso Jardim em atitude (muito) submissa perante o olhar incrédulo dos seus colaboradores.
Mas não, a atitude aparentemente melifica que simulou com governantes nacionais quando precisou de ajuda, ainda não se repetiu regionalmente. 
Mas quem prevê o futuro?

31/12/13

2014 - ou eles ou nós!

2013 agoniza, tal como a esperança de muitos portugueses.

2014 já tem hora marcada. É anunciado com mais nuvens negras. O hábito do sacrifício já está assimilado pelos portugueses.
Se este governo passar incólume este novo ano, será uma vergonha para todos nós.

Na última campanha legislativa, perante as promessas que levaram Passos Coelho ao governo, apresentei uma proposta a muitos oficiais das Forças Armadas, no sentido de elaborarmos algumas perguntas aos partidos.
A ideia seria, mais tarde, poder confrontar o partido no poder com as respostas dadas aos militares.
Teríamos agora, uma arma fortíssima para levar até às últimas consequências a ilegitimidade de um governo que retirou aos portugueses (militares incluídos) as condições de vida dignas de um europeu do século XXI, entregando esse pecúlio aos grandes empresários e o governo do país em mãos desabridas estrangeiras.
Foi pena!

Contudo, haja vontade, tudo tem solução.
A política tem deixar de ser uma palavra odiada e passar a ser pertença dos cidadãos.
Ainda vamos a tempo!
Por cada mês de desgoverno de Passos Coelho, serão anos para recuperar a dignidade perdida.
Os Sargentos das Forças Armadas já disseram que a revolta de 31 de Janeiro é um grande exemplo!



20/12/13

O voo TP 607

Bruxelas faz uma peregrinação semanal de louvor a certos e determinados deuses.
Todas as 5ª feiras a peregrinação dirige-se pelas ruas da cidade em direcção ao aeroporto.
Os peregrinos seguem de carro, trajam de cerimónia e carregam pastas negras como adereço indispensável.
Eles e elas amam os deuses que guiaram a mão do povo.
São os deputados europeus, os nossos deputados europeus.

Desfeita a peregrinação, o caminho de casa é feito no voo TP 607.
Capoulas Santos e Edite Estrela, separados do povo por um cortinado pouco socialista.
Alimentação e tratamento especial, porque 2 dias de trabalho dourado deixaram-nos esgotados.

Mais atrás, arriscando a vida no meio do povo, a Ministra das Finanças do PSD mas não do país.
Entre ela e o povo, uma cortina de assessores ou quejandos.
Os quejandos falam alto sobre assuntos que o povo perceba - avó que faz massa sovada e bolos lêvedos, etc.
O povo sente-se mais próximo destes do que dos outros.
Passos Coelho mandou os governantes para a classe popular. A direita é vesga mas não é parva.
Para retalhar o povo é preciso ganhar-lhe a confiança.
Os deputados europeus, neste caso socialistas, só precisam de descer ao povo dentro de alguns meses.
Durante o próximo período eleitoral, voltarão  a estender a mão para renovarem o bilhete executive para Bruxelas.

O voo TP 607 desapareceu do radar da democracia. Mudará o rumo quando o povo acordar!

02/12/13

Anda por aí muita areia atirada aos nossos olhos

Por ser altamente esclarecedora e oportuna, transcreve-se a carta que o Sr. António Henriques  (subscritor da APRE - Núcleo do Seixal) ao jornalista, autor de artigo na Visão:

Como assinante da Visão de há muitos anos, li com o habitual interesse a sua crónica desta semana, sob o tema “O mundo ao contrario”.
Concordo consigo com o apoio que os reformados estão a dar aos filhos e netos sem emprego.
Mas há uma pequena imprecisão na sua crónica quando alinha na tese da demografia que “os ativos estão a pagar as reformas dos mais velhos, o dinheiro não está numa caixinha”.
Esta tem sido a tese do governo para dividir. Tal como a tese dos aposentados da função publica contra os privados. Tal como a tese das pensões ricas contra as pensões pobres.
Tudo isto é apenas a tentativa dos sucessivos governos de tentarem esconder a realidade, a sua incapacidade tecnica e a má gestão que têm feito dos dinheiros que lhe foram confiados.
 
A verdade é que nas reformas há apenas uma divisão correta: os reformados do regime contributivo (que são a esmagadora maioria) e os reformados dos regimes não contributivos.
A verdade é que ao longo da sua vida, o trabalhador descontou uma parte do ordenado e a entidade patronal outra parte, para assegurar essas reformas.
Isto passou-se nas antigas Caixas de Previdência (CP), que constituíram o que se denomina de “fundo de pensões”, justamente para assegurar o seu pagamento.
É exatamente o mesmo que acontece com os seguros de vida/renda, em que a seguradora calcula com critérios atuariais (valores, idade, esperança de vida) quanto é que terá de receber para depois poder pagar uma renda mensal após a reforma.
 
Com a criação da Segurança Social (SS) nos anos setenta, a maioria das CP foram extintas e integradas, e nessa altura entregaram os fundos de pensões que possuíam, na maioria dos casos largamente excedentários, tendo sido formalizada essa integração com acordos escritos com o governo da altura, em que este se comprometia a respeitar os compromissos que eram suportados por esses fundos (por exemplo, ainda hoje os profissionais de seguros têm um “subsidio de lar” que apoia a renda de casa e necessidades sociais imprevistas).
Ou seja, ocorreu o mesmo que a recente entrega do fundo de pensões da banca, da Portugal Telecom e outros, ao estado – até com negociação especial que os isentou dos cortes.
Houve uma diferença estratégica também muito importante: enquanto as CP tinham na sua gestão representantes dos trabalhadores e entidades patronais, a SS passou a ser gerida apenas com pessoas nomeadas pelo estado.
 
É claro que, infelizmente, apareceu um primeiro ministro mais espertalhão que, perante tanto dinheiro, entendeu que os reformados dos regimes não contributivos, que eram pagos logicamente pelo orçamento geral do estado, poderiam também ser pagos pela SS ou pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). E, já agora, em vez do estado contribuir com a sua parte como entidade patronal para a CGA, seria mais barato pagar diretamente as pensões. E porque não autorizar que os gestores públicos fixassem pensões para si próprios quando mudassem de empresa ao fim de 2 anos ? E porque não dar também pensões especiais a políticos, deputados, etc, etc ?
Claro que com tudo isto, quer a SS quer a CGA começam a ver diminuídos os seus fundos.
 
A verdade é que há contas feitas: se o estado pagar o que deve à SS e à CGA, estas têm capacidade para garantir as pensões futuras – obviamente.
E não podemos também esquecer que o pouco dinheiro que ainda existe, pode acabar por desaparecer de forma absolutamente incrível, pois este governo aplicou 90% dos fundos do Instituto de Gestão Financeira da SS em títulos de divida publica. Ou seja, “todos os ovos no mesmo cesto”; se tivermos ... melhor, quando tivermos um novo resgate com perdão de divida, a SS fica de facto falida. Curioso é que quem faz isto é o mesmo governo que impõe à banca e aos seguros regras rígidas com multas milionárias, sobre a má aplicação de dinheiros que sejam garantia de responsabilidades, para salvaguarda da sua solvência, afinal uma regra elementar que qualquer economista aprende logo no primeiro ano...
 
Estamos perante uma das maiores mentiras que o estado já engendrou, para esconder a sua má gestão de dinheiros que não eram seus, mas que lhe foram confiados para gerir em nome dos seus legítimos proprietários: os trabalhadores e as entidades patronais.
Pois tudo isto é muito bonito, mas a verdade é que agora o dinheiro desapareceu. Concordo. Mas não se invoquem razões erradas, pois a culpa é apenas e só da má gestão dos sucessivos governos.
E se o estado considera as dividas a outros países ou os compromissos com empresas como intocáveis, terá também de ter igual critério para com a SS e a CGA.
 
Por vezes, é necessário ir um pouco mais longe e mais fundo para se perceber a verdade da História.
E é para isso que contamos sempre com os jornalistas: informar e esclarecer para uma melhor cidadania.
 
Cumprimentos

25/11/13

Muito obrigados




A ascensão na baixa política pode ser feita com sucesso a passos de coelho (vulgo corrida rápida) conforme exemplo da figura aqui implícita.
Quando as comadres se zangam, o esgoto fica a céu aberto e os dejectos ficam facilmente visíveis.

Ficámos assim a saber por um "arrependido" os pormenores da ascensão a 1º Ministro do repetidamente apregoado legítimo Passos Coelho.
A receita é simples para futuros interessados:
- Escolhe-se um Relvas para coordenar as patranhas e para futuro bode expiatório
- Seleccionam-se os possíveis adversários partidários (Manuela Ferreira Leite p.e.) e descredibiliza-se-lhes o perfil
- Escolhem-se os melhores papagaios para intervirem em blogues, facebook, fóruns televisivos, etc para enaltecer o candidato e enterrar obstáculos
- Contratam-se empresas de comunicação para mexer com telejornais e afins
- Em último caso, deslizam-se confidências junto de familiares das vítimas seleccionadas

O caminho está desbravado, só falta pôr a coleira no eleitorado.
Nada que meia-dúzia de promessas incumpríveis não resolvam o problema.

" Muito obrigados" finaliza o legítimo.

08/11/13

Cardoso Jardim em grande forma para as exéquias políticas

O Comunicado da "mentira canalha"


A canalhice


Documentos retirados do DN-Madeira

Em relação à Calheta, onde o PSD ganhou as eleições, "deve ser operada a regularização já prevista". Já em relação ao Funchal, onde o PSD perdeu a Câmara, a ordem é mais explícita: "Deve ser exigida a regularização da situação, procedendo-se à execução em caso de resistência ao acertado".

No caso dos municípios de Porto Santo, Santa Cruz e São Vicente, onde o PSD também perdeu as eleições, a ordem é ainda mais clara: "Proceder-se-á de imediato à regularização ou, mantendo-se o incumprimento, proceder-se-á à execução das dívidas".
Nos restantes casos, a ordem do presidente à Empresa de Electricidade da Madeira é mais suave e recomenda "procurar que se mantenha o esforço de regularização, não deixando derrapar". Nos restantes casos, inclui-se as Câmaras da Ponta do Sol, Ribeira Brava e Câmara de Lobos, todas ganhas pelo PSD, mas também a de Machico e Porto Moniz, onde o PS ganhou, e a de Santana, cuja presidência é agora do CDS.

31/10/13

Onda de masoquismo percorre os portugueses

Doentes optaram em 57% dos casos por levar das farmácias, medicamentos mais caros

Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento, o filme é este:

- Não, não, Sr. Ferreira, eu quero outro mais caro, por quem me toma?

Médicos e Farmacêuticos digladiam-se  por uma relação profícua com os Laboratórios e com aquilo com se compram melões.
Pelo meio, o consumidor de medicamentos, "a esbanjar acima das suas posses", é a eterna vítima.

A solução está mesmo nas mãos dos consumidores:
Haverá sempre um membro da família com acesso à internet.
No site
http://www.infarmed.pt/genericos/pesquisamg/pesquisaMG.php
poderá encontrar os 3 ou 4 genéricos mais baratos, a partir da substância activa do medicamento que necessita

A Ordem dos Farmacêuticos diz que é uma questão de cêntimos.
Vejamos um exemplo, sem grandes pesquisas, relativamente a um medicamento para o Colesterol



Em vez de pagar 8,52 paga 1,51 euros ....

26/10/13

Será conforme a pintarem


Foi preciso estar lá!
Para ver uma manifestação jovem com esmagadora predominância de jovens.
Para avaliar jornalistas que mentem sem faltar à verdade.


O jornalista do DN desenvolve no texto que afinal "estavam 2 mil pessoas em frente ao Parlamento às 18 horas". Vá lá, podia dizer que às 22 horas só lá estavam os polícias. Na verdade às 17 horas o recinto estava cheio e um mar de gente sem lá conseguir chegar.
PODIA TER DITO, que cerca de 15 a 20 mil pessoas participaram da manif em Lisboa

Fica uma grande mensagem:
- Os jovens voltaram à luta, com muita energia e com muita raiva.
  A luta vai ser dura, porque o poder decretou mobilização geral da tropa de choque - jornalistas com a dignidade em saldo,  políticos indignos e infinitos sempre-em-pé.

Contador

A revolta da chibata (ver primeiro post sobre o tema)

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O poder da mente

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Nós os iluminados

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A vitória do Ponto e Vírgula

Ressuscitemos a célebre exclamação - "Isso agora, ponto e vírgula".
Esta frase de cariz popular, representava uma forma simbólica de dizer que levantava muitas objecções e exigia explicações a algo que lhe merecia desconfiança.
Regresse o "ponto e vírgula" como forma de dizer BASTA!

Apareçam sempre por aqui!

Na dita Madeira profunda

Na dita Madeira profunda
Bela homenagem (Março 2004)