15/10/14

Impunidades

As regras deste aldeamento estipulam que apenas são permitidos os cortes dos pinheiros necessários para a construção da moradia.
Contudo, proliferam cortes, mesmo sem estar prevista construção.
Pior ainda, alguns moradores insatisfeitos por cortar os próprios pinheiros, vão também mandar cortar as árvores dos vizinhos.
Há entidades fiscalizadoras? Há.
Actuam? Não.
Então para que servem? Para haver entidades fiscalizadoras 

ANTES
(Av Reserva Natural do Estuario do Tejo, 66, Verdizela) 


DEPOIS


ANTES
(Av Reserva Natural do Estuario do Tejo, 70, Verdizela)


DEPOIS


No mesmo dia, os pinheiros que circundam a moradia localizada no nº 68 foram cortados.

05/07/14

O que esconde uma bandeira?

Durante anos a Fortaleza do Pico, na Madeira, defendeu os madeirenses dos piratas que frequentemente assaltavam a ilha.
Nos anos mais recentes, a Fortaleza, embora sem as peças de artilharia que a adornavam, constituiu um símbolo de resistência a outras piratarias. Estas bem mais difíceis de combater, porque estes artistas da piratagem dormiam na mesma terra ... e até eram donos dela.
Foram várias as tentativas de assalto, por parte do chefe do Governo Regional, mas sempre repelidas por falta de acordo entre sitiantes e sitiados.
Esteve prevista a entrega ao Grupo Pestana. Dionísio Pestana tinha mesmo desenhado um elevador panorâmico para este futuro hotel de charme. O intermediário, o Secretário dos Assuntos Culturais foi a pessoa indigitada pelo chefe. Curiosa a entrega de um negócio de hotelaria aos assuntos culturais!

Em todo o país, as fortalezas sempre estiveram entregues aos militares.
Um ou outro abuso arquitectónico não retiram aos militares o mérito de terem impedido que se tornassem um monte de pedregulhos.
Contudo, foi com toda a seriedade que esses edifícios históricos tiveram outros destinos - museus, pousadas, etc. - sempre que o interesse do Estado tenha sido salvaguardado, tanto no aspecto económico como na faceta cultural.

É neste enquadramento que tomámos conhecimento que a Fortaleza do Pico foi entregue ao Governo Regional (GR), com direito a "papel passado" e com algum beberete festivo.
Parece-nos correcto, desde que ...
O "desde que" é que nos preocupa, porque nestes acordos de cavalheiros (mesmo com "papel passado") as coisas nem sempre são transparentes.
Os interesses do GR e da República deveriam ser coincidentes. Afinal, trabalhamos todos para o bem desta comunidade, chamada portugueses, mesmo que uns sejam madeirenses e outros ribatejanos, transmontanos, etc. Mas não são, por causa dos seus intérpretes. A visão provinciana está sempre presente. Pior ainda quando outros interesses obscuros se sobrepõem aos outros.

O referido chefe do GR já deu uma triste imagem do seu aparente objectivo - "poder pôr a bandeira azul e amarela lá em cima". Reparem no complexo e no alívio transmitidos neste "lá em cima".
Ficará satisfeito com esse gesto libertador? Como ele referiu em tempos numa entrevista "não sou uma besta".
Qual o destino, portanto, a dar à conquista realizada?
Confirma o velho destino "cultural" denominado Pestana?
Dá-lhe o mesmo destino que outros edifícios históricos conquistados? Uma monumental discoteca também podia encher os cofres de alguns amigos, desde que seja içada a bandeira, bem entendido!

Afinal, tudo parece claro no Diário da República.
Uma embarcação será entregue à Marinha, mesmo que já esteja em uso pelos cadetes da Escola Naval.
Cede-se o direito de uso das instalações do «Edifício Funchal 2000», mesmo que não saibamos os termos deste direito de uso. Desejamos que não fique sujeito a eventual retorno segundo critério abusivo do chefe!

Tudo isto ficaria livre de especulações e de obscurantismos, se tivesse sido devidamente divulgado o protocolo que as partes subscreveram.
Mas isso é pedir demais, quando tantos interesses obscuros são escondidos atrás de uma bandeira!

06/03/14

O Cartaz da Associação 25 de Abril, comemorativo dos 40 anos do 25 de Abril é da autoria de Júlio Pomar e Henrique Cayate


Estes querem votar por nós!

É conhecido o poder da informação e da sua capacidade
 para orientar o pensamento das pessoas, incluindo o seu 
sentido de voto.

O Grupo Controlinveste está presente, diariamente, na vida
 de milhões de portugueses.
São sete jornais, sete revistas encartadas nos jornais e duas
 de venda em banca, para além de uma série de outros 
suplementos, com os mais variados temas.
Uma estação de rádio, seis canais de televisão por cabo e
 empresas a actuar na multimedia, são partes integrantes
 deste grande grupo de comunicação social.

Segundo comunicado da própria Controlinveste, o Grupo 
pretende alcançar e reforçar uma posição de liderança nos
 segmentos onde está presente e perspectiva prosseguir
 novos objectivos.

E isto fica na mão de quem?

António Mosquito (Testa-de-ferro da filha de Eduardo dos
 Santos)
Luis Montez (Genro de Cavaco Silva)
Joaquim Oliveira
BCP (Nuno Amado, Presidente da Comissão Executiva, ex-
ministro do PS que pretende uma santa aliança com
 PSD/CDS)
BES (Da família Espírito Santo)

17/02/14

Ainda não!

Cafôfo alertou, Jardim imediatamente prometeu resolver


    (foto do DN Madeira)

A foto dá uma ideia de Cardoso Jardim em atitude (muito) submissa perante o olhar incrédulo dos seus colaboradores.
Mas não, a atitude aparentemente melifica que simulou com governantes nacionais quando precisou de ajuda, ainda não se repetiu regionalmente. 
Mas quem prevê o futuro?

Contador

A revolta da chibata (ver primeiro post sobre o tema)

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A vitória do Ponto e Vírgula

Ressuscitemos a célebre exclamação - "Isso agora, ponto e vírgula".
Esta frase de cariz popular, representava uma forma simbólica de dizer que levantava muitas objecções e exigia explicações a algo que lhe merecia desconfiança.
Regresse o "ponto e vírgula" como forma de dizer BASTA!

Apareçam sempre por aqui!

Na dita Madeira profunda

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Bela homenagem (Março 2004)