13/01/15

Da Matrioshka saiu um Albuquerque

A longa guerra de delfins chegou ao fim na Madeira.
O mais esperto, Albuquerque, ex-presidente da CM do Funchal, optou, em tempo oportuno, por enfrentar Jardim e assim tentar fazer esquecer os anos que o serviu cordeiramente, como diria Mia Couto.
Na mesma linha daquele escriba, durante o reinado de Jardim foram muitos os que emputeceram para que o chefe se servisse deles a seu belo prazer.
Não foi por acaso que Jardim o meteu no saco dos "traidores" ameaçando-o de expulsão.

Albuquerque, trajando imaculadas vestes, vai lavando o passado.
Aqui estamos para o contrariar e ajudar a desenhar o perfil deste senhor.

1º CENÁRIO
Decorre na baía do Funchal o Campeonato do Mundo de Triatlo. Albuquerque, ocupa a sua cadeira de edil na Câmara do Funchal.
A poeira do 11 de Setembro ainda está no ar. Os serviços de segurança classificam a prova no grau C de ameaça, uma vez que "participam países cujos interesses são alvo de terrorismo de inspiração islâmica".
É delimitado um perímetro onde só entram participantes e organizadores.
A meio da prova surge uma embarcação sem registo e sem identificação!
A Polícia Marítima intercepta-a e além de reconhecido o seu manobrador, este dá a informação que pertence à C.M do Funchal. Sem mais interrupções é mandado seguir com a recomendação de, no dia seguinte, legalizarem a situação na Capitania. Tão só!

Salvaguardando más interpretações envio um fax para Albuquerque explicando o sucedido.
Mais ainda, na distribuição de prémios informo-o do sucedido.
Resposta de Albuquerque: - Sr Comandante, não se preocupe, não tem qualquer importância.
Muito provavelmente, a essa hora já tinha dado entrevista no jornal, a publicar no dia seguinte e cavalgando a mesma onda de contestação ao Capitão do Porto.
Que verticalidade!




CENÁRIO 2

Albuquerque, cumprindo ordens de ostracização do Capitão do Porto, manda um colaborador à Capitania para, de forma ostensiva, retirar o convite que lhe tinha sido dirigido para as Cerimónias do Aniversário do Concelho.
Levou uma resposta à altura:
- Diga ao Sr Presidente que o convite não pode ser devolvido porque já o tinha rasgado!


O quinzenário Garajau reproduz num simples cartoon a personalidade dos intervenientes.



2 comentários:

PCapão disse...

Recordo-me bem de um episódio em que no areal de Porto Santo, um Agente da PM constata estar a decorrer um evento onde um grande conjunto de pessoas fazem exercício físicos, ao som de música emanada de umas colunas instaladas junto ao areal. Face a essa constatação, aguarda pelo fim da actividade e só depois desta acabar, procura o responsável pela mesma. Indaga sobre se aquele evento estaria autorizado e licenciado, sendo informado que "não sabiam que era preciso". Pacientemente, e tendo a noção das "tensões" existentes, adverte que tal configurava contra-ordenação, mas que não iria elaborar Auto, avisando que futuramente teria que obter as autorizações/licenciamento. Mais nada. No dia seguinte, notícia de pasquim: "Capitania impede exercício físico no areal"...

RR disse...

É verdade Capão, os servos andavam instigados pelo chefe.Felizmente soubemos responder como um bloco consistente e responsável

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A revolta da chibata (ver primeiro post sobre o tema)

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