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21/01/08

Entrada de terroristas na Europa

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, chegou ontem a Bruxelas, primeira etapa de um périplo europeu que o levará ainda a França, Suíça e Reino Unido.


Musharraf é o homem mais odiado do seu país, sendo responsabilizado pelo atentado que vitimou Benazir. Contudo, acusou-a de ser responsável pela sua própria morte.


O primeiro-ministro Nawaz Sharif em 1999, manda prender o seu chefe do estado-maior, General Musharraf, mas acaba por ser preso por este, que toma o poder.


Apoiou o regime taliban do Afeganistão, passando posteriormente a ser apoiado por Bush, o qual receia surgir um poder desalinhado com os americanos.


Em Março de 2007, demitiu o procurador-geral do país para garantir a permanência no poder.

É este inofensivo ditador que tem o controle de armas nucleares e passeará impune pelos corredores da hipocrisia europeia, sendo ainda bajulado pelos príncipes europeus da luta anti-terrorista.





... E NÃO QUER SAIR DE CENA!

12/11/07

Um leitor do Fúria do Cajado reflecte sobre a "luta contra o terrorismo". REFLICTA CONNOSCO

O que vos envio é uma reflexão, mas também uma preocupação. Não sou adepto de alarmismos, mas o clima asfixiante e paranóico que se está a desenvolver e a fomentar em torno da "luta contra o terrorismo", leva-me a elaborar estas dicas.
Do ponto de vista teórico e prático, não sei o que é uma "luta contra o terrorismo". É uma generalidade. É uma luta inócua. Quem é terrorista? Bush, Blair, Aznar, Putin, Bin Laden, Mullah Omar, Simon Peres?
Pessoalmente, como militar, lutei contra o terrorismo, mas, também, fui terrorista, pois pratiquei actos de terror contra outros. Como ficamos? A luta contra o terrorismo, em que participei, na realidade, era o eufemismo cínico e propositado utilizado pelo regime político de então para combater a luta de libertação nacional de povos colonizados. O terror era institucionalizado, porque o próprio Estado o admitia como legal e justo.
O regime norte-americano sustentou - e continua a sustentar - que a guerra que provocou e conduziu no Vietname se enquadrou na luta contra o terrorismo. Na realidade, eles utilizaram o terror da maior máquina de guerra para procurar destruir um outro sistema de governação, que os EUA, unilateralmente, rejeitam.
Ou seja, a luta contra o terror nada foi, como nada é, mais do que uma luta contra um outro poder, que, neste caso, se afirmava alternativo. Idêntica justificação, ao longo dos últimos quarenta anos, foi utilizada por Washington para interferir, manifestar apoio aos generais e golpistas ou participar, violenta e directamente, na vida interna dos países da América Latina, desde Guatemala, Honduras, Cuba (anos 50/60), passando por Chile, Uruguai, Bolívia, Brasil, Venezuela, nos anos 60/70, e terminando nos anos 80 a 90 na Nicarágua, El Salvador, Perú, ou hoje um pouco por todo o Mundo, incluindo a Europa. Foi, também, com semelhante justificação que a antiga União Soviética, no Afeganistão, e depois a Rússia, reprimiu ferozmente, primeiro, as ideias emancipadoras, e, depois, nacionalistas do territórios que ocupava ou ocupa.
Aqui reside o busílis da questão, e a preocupação: a luta oficial, institucionalizada, contra o terrorismo é uma luta contra direitos, contra liberdades, contra desejos de emancipação, sejam nacionais, sejam políticos. Por detrás dessa luta antiterrorista, está o desejo e actividade de todos os regimes estabelecidos em procurar a sua salvaguarda, que está a ser ameaçada. Toda a legislação que se está a aprovar, toda a acção secreta e obscura que se desenrola um pouco por todo o Mundo, traz um rótulo de fascização. Começam por um islamistas radicais, sem programas políticos, fáceis de isolar, depois vão os outros opositores, democratas, anarquistas, socialistas ou comunistas sempre em nome do medo e da segurança.
Isto é um alerta.

Contador

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Ressuscitemos a célebre exclamação - "Isso agora, ponto e vírgula".
Esta frase de cariz popular, representava uma forma simbólica de dizer que levantava muitas objecções e exigia explicações a algo que lhe merecia desconfiança.
Regresse o "ponto e vírgula" como forma de dizer BASTA!

Apareçam sempre por aqui!

Na dita Madeira profunda

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