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11/01/08

Carta aberta a um explorador de minas abandonadas

Sr. Comendador Joe Berardo

Apercebi-me através dos jornais, que já é proprietário do banco onde ponho o meu dinheiro, da empresa que produz o vinho que eu bebo e que até é proprietário da arte que eu admiro.
Sei que mais tarde ou mais cedo será dono da minha casa, a qual comprará com o meu dinheiro que depositei na CGD.
Do meu clube pode levar até a depenada águia "Vitória".
Longe vão os tempos em que comprou os detritos de várias minas de ouro abandonadas e lhes aplicou novos métodos. Peneirou-os bem e deles voltou a tirar ouro.
Contudo e dado o seu estatuto de bilionário nacional, considero meu dever ético avisá-lo que Portugal não é uma mina de ouro abandonada, porquanto existem outros "mineiros" pouco escrupulosos que se esforçam por explorá-la até aos limites, com a cobertura dos nossos capatazes. Alguns dos quais lhe poderão armadilhar a saída da mina.
Antes que isso aconteça, urge, para já, que integre o Conselho de Remunerações do BCP. Como diz o ditado popular, "será pôr a raposa a guardar o galinheiro".
A bem da nação
A Fúria do Cajado

02/01/08

Só à cajadada!!!!


Para entrar com os dois pés em 2008, a Fúria do Cajado achou por bem partilhar convosco um interessante artigo de Miguel Sousa Tavares, Da Opus Dei à Maçonaria: a incrível história do BCP.

Do meu ponto de vista, este artigo está tão claro e acessível, que devia ser distribuído gratuitamente à saída dos estádios e à entrada dos hipers. Se, por uma ardilosa manobra de marketing, conseguíssemos que fosse lido, mais do que uma consequente e avassaladora mudança do sentido de voto, ouvir-se-ia um raivoso grito:

- ENTÃO ISTO É ASSIM??!!

Se não teve coragem para ler todo o artigo, aqui vai uma amostra:


Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões (...)


(...) com o 25 de Abril o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis (...)

aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados perante as perdas em bolsa

(...)aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento.


(...)o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem.


E descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente


(...)entra em cena o notável comendador Berardo - o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país - protegido de Sócrates, que lhe deu um museu do Estado (...)


(...)filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo


(...)acharam todos avisado entregar o BCP ao PS


(...)E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.


(...)E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição? Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público (...)


Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central


Mesmo que discorde de outras observações do artigo de MST, aqui não registadas, acho que o essencial está aqui exposto!


ISTO É MESMO ASSIM!

23/12/07

CGD para mim, BCP para ti...

L.F. Menezes acha que "ou há moralidade ou comem todos".

Como não há moralidade...
Vamos lá dividir a banca pelos nossos boys!

«Está na altura de o Governo nomear para presidente da CGD uma personalidade próxima da área do maior partido da oposição». reclama LFM.

«Era aquilo que o PSD quando estava no poder fazia. Cavaco Silva fez isso numa lógica ética de equilíbrio de poder. Espero que agora não haja o apetite de controlar tudo e todos», sustentou.

Ora, vejamos!

A Fúria do Cajado propõe a seguinte divisão da banca em Lisboa:





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O poder da mente

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Nós os iluminados

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A vitória do Ponto e Vírgula

Ressuscitemos a célebre exclamação - "Isso agora, ponto e vírgula".
Esta frase de cariz popular, representava uma forma simbólica de dizer que levantava muitas objecções e exigia explicações a algo que lhe merecia desconfiança.
Regresse o "ponto e vírgula" como forma de dizer BASTA!

Apareçam sempre por aqui!

Na dita Madeira profunda

Na dita Madeira profunda
Bela homenagem (Março 2004)